Educação de jovens e adultos à luz de Jacques Rancière
emancipação, igualdade e prática pedagógica
DOI:
https://doi.org/10.57108/iesj.2026.6-2.10Palavras-chave:
educação de jovens e adultos, Jacques Rancière, emancipação intelectual, igualdade das inteligências, prática pedagógicaResumo
Este artigo analisa as contribuições do pensamento de Jacques Rancière para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), com ênfase nos conceitos de emancipação intelectual, igualdade e prática pedagógica. A EJA caracteriza-se pela diversidade de trajetórias, pelos saberes construídos ao longo da vida e por demandas formativas específicas, aspectos que desafiam modelos tradicionais de ensino. O autor questiona práticas pedagógicas baseadas na hierarquização dos saberes e na centralidade do professor como único detentor do conhecimento. Para Rancière, a igualdade das inteligências é o ponto de partida do processo educativo, valorizando a autonomia do estudante e sua capacidade de aprender. A pesquisa possui abordagem qualitativa e caráter bibliográfico, com base nas obras de Jacques Rancière e em estudos sobre a EJA. A análise realizada aponta que os princípios defendidos por Rancière favorecem práticas pedagógicas mais democráticas, reconhecendo os estudantes da EJA como sujeitos do conhecimento. Conclui-se que a aproximação entre o pensamento de Rancière e a Educação de Jovens e Adultos reforça a importância de práticas educativas fundamentadas na emancipação intelectual, na igualdade e na valorização dos saberes construídos pelos estudantes da EJA.
Downloads
Referências
ALVES, M. A. B. O lugar da Filosofia na Educaaçãod e Jovens e Adultos: vivências, reflexões e contribuições. 2021. 70 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia e Ensino) – Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, Rio de Janeiro, 2021. Disponível em: https://dippg.cefet-rj.br/ppfen/attachments/article/81/2021_Marco AntonioBeltriAlves.pdf. Acesso em: 8 set. 2025.
AMARAL, A. G. Q. R. do. Jacques Rancière - escola, produção, igualdade. Pro-Posições, v. 29, n. 3, p. 669–686, 2018. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-6248-2018-0121. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pp/a/vyZ6MYJvQVMKSZY3J5Vrn5f/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 8 set. 22025.
BRETAS, S. A.; CRUZ, C. S. O mestre e o aprendiz como iguais: a potência da vontade e da inteligência humana em Rancière. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 15, n. 63, p. 210–232, 2015. DOI: 10.20396/rho.v15i63.8641179. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8641179/8686. Acesso em: 17 nov. 2025.
MELO, A. da S.; SOUSA, J. R. da S. de; DO COUTO, J. A arte como uma possibilidade de educação emancipatória na Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos. Inquietude, Goiânia, v. 9, n. 2, p. 7–18, 2019. Disponível em: https://revistainquietude.com.br/index.php/inquietude/article/view/142. Acesso em: 17 nov. 2025.
FELDENS, D. G.; CORREIA, F. B.; TELES, P. S. Pensando aspectos da educação destinada a jovens e adultos a partir de Nicolas Condorcet, Jacques Ranciére, Marco Raul Mejía e Paulo Freire. Revista on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, v. 25, n. 3, p. 2933-2946, set./, dez., 2021. DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v25i3.15678. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/rpge/article/download/15678/13066?inline=1. Acesso em: 15 set. 2025.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GIMBO, Fernando. Emancipação intelectual e democracia: para uma filosofia crítica da educação a partir de Jacques Rancière e Paulo Freire. Griot: Revista de Filosofia, v. 16, n. 2, dez. 2017. DOI: https://doi.org/10.31977/grirfi.v16i2.766. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=6630274. Acesso em: 15 set. 2025.
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2022.
LAMAS, A. G. Por um sentido formativo da arte: uma inserção no pensamento político de Arendt e Rancière. Nuances: estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 27, n. 2, p. 34–47, maio/ago. 2016. DOI: https://doi.org/10.14572/nuances.v27i2.4344. Disponível em: https://revista.fct.unesp.br/index.php/Nuances/article/view/4344/pdf. Acesso em: 15 set. 2025.
RANCIÈRE, J. O Desentendimento: Política e Filosofia. São Paulo: Ed. 34, 1996.
RANCIÈRE, J. O espectador emancipado. Trad. Ivone C. Benedetti. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2012.
RANCIÈRE, J. O mestre ignorante: cinco lições sobre emancipação intelectual. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.
TEIXEIRA NETO, J.; DIAS, Raquel Vieira; ARAÚJO, José Marcus Guedes de; FILHO, Renan Araújo dos Santos. FILOSOFIA, POLÍTICA E EDUCAÇÃO: ALGUMAS PERSPECTIVAS A PARTIR DE JACQUES RANCIÈRE. Revista Poiesis, [S. l.], v. 28, n. 1, 2024. DOI:10.46551/2448-30952024v28n107. Disponível em: https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/poiesis/article/view/8082. Acesso em: 17 nov. 2025.
WAKS, J. T.; CARVALHO, J. S. F. de; VALLE, L. do; GRECO, M. B. Tomada da palavra e conquista do tempo livre: uma entrevista com Jacques Rancière. Educ. Pesqui., São Paulo, v. 47, e202147002003, 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/S1678-4634202147002003. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ep/a/hJpjH5QqsDN4RFdPbPgzXZP/?format=pdf&lang=pt&ilang=pt_BR. Acesso em: 17 nov. 2025.
WIERSBITZKI, P.; CAPRA, C. L.; KUSSLER, L. M. Considerações acerca do conceito de emancipação em Paulo Freire, Augusto Boal e Jacques Rancière. Educação em Foco, [S. l.], v. 28, n. 54, p. 1–18, 2025. DOI: https://doi.org/10.36704/eef.v28i54.8246. Disponível em: https://revista.uemg.br/educacaoemfoco/article/view/8246. Acesso em: 17 nov. 2025.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2026 Maria Aparecida Bianquini

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os direitos autorais dos artigos, resenhas, ensaios, trabalhos acadêmicos e demais conteúdos publicados na Ivy Enber Scientific Journal pertencem integralmente aos seus respectivos autores, que concedem à revista o direito de primeira publicação e divulgação científica do material submetido.
A licença Creative Commons CC BY 4.0 permite a cópia, reprodução, distribuição, compartilhamento, adaptação e utilização do conteúdo publicado em qualquer meio ou formato, inclusive para fins comerciais, desde que seja devidamente citada a fonte original, reconhecida a autoria da obra e mencionada a publicação na Ivy Enber Scientific Journal.
Todo o conteúdo publicado na revista é de inteira responsabilidade de seus autores, incluindo opiniões, dados, interpretações, referências e posicionamentos apresentados nos trabalhos. À Ivy Enber Scientific Journal cabe exclusivamente a função de veículo de divulgação científica, observando os padrões nacionais e internacionais de ética, integridade e qualidade editorial na publicação acadêmica.
